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Love is a Battlefied. o Sab Fev 06, 2010 11:25 pm
Hey! Olá, eu sou nova por estas bandas, chamo-me 'Nisse e venho ca deixar a minha fic. É da serie - provalmente vocês devem conhecer - Sobrenatural. 
Para quem conhece sabe que tem como personagens principais Sam Winchester (Jared Padalecki) e Dean Winchester (Jensen Ackles) e eles caçam criaturas sobrenaturais. Pronto, a minha fic não segue a mm linha da serie, e as situaçoes, criaturas (os Juhen) sao inventados por moi meme wee!
Deixo aqui as fotos das respectivas "actrizes e actors" que escolhi para as personagens.
Katie Cassidy como a impulsiva Brooke Meadows (Dean girl)
Rachel Taylor como a sensivel Roseanna Sparks aka Rose (Sammy girl) .

Ian Somerhald como o protector Jake Patterson

Brian J. White como o misterioso Ney White*baseado em pessoa real*
Stephen Moyer como o malvado Armand
Alexander Skarsgård como o maquiavélico Avi
Espero que gostem! Aqui fica
S1E1 - MEET THE VANNAR
O bar era barulhento, com copos a baterem uns nos outros, conversas animadas, risos e gargalhadas. Numa mesa distante, ao fundo do bar estavam duas raparigas, uma delas com um ar extremamente aborrecido e uma outra com a cara entre papéis.
― Brooke…- Chamou a rapariga aborrecida. – Brooke! Brooke! B…
― O que foi, Rose?
― Vamos embora, por favor…
― Não!
Rose bufou, encostou-se ao banco. Rose, tinha cabelo loiro que lhe chegava aos ombros, uns penetrantes olhos azuis sempre jovens. Tinha um ar inocente e sensível mas, naquele momento estava a irritar Brooke.
― Vamos embora! Fazia mais sentido se estivesses numa biblioteca.
― Demasiado silencio, não me consigo concentrar.
― Só tu que não te concentras no silêncio!
Brooke levantou os olhos, tinha-os de um azul claro, tinha cabelos lisos pretos. Era claramente mais velha que Rose.
― Não me chateis, okay?!
Pediu Brooke voltando a concentrar-se nãos seus papeis.
Sam e Dean empurraram a porta do bar.
― Então, mais alguma pista sobre este caso marado? – Perguntou Dean passando pelas mesas.
― Nada. – Respondeu Sam atrás do irmão.
Encontraram uma mesa mais ou menos a meio do bar e pediram duas cervejas.
― Detesto quando perdemos rasto do que caçamos…é irritante!
― Eu sei mas, uma coisa é certa, o que procuramos está nesta cidade e provavelmente…- Sam olhou em volta. – Neste bar.
― É, estas criaturas podem ser muito rasteiras mas, são muito desleixadas também. Nunca vi tanto visco na minha vida…blah!
― Pois, é realmente nojento. Sinto que ainda não tirei tudo.
Sam estremeceu.
― Só espero é que não saibam quem nós somos.
― É impossível, Dean. Melhores caçadores do que nós não há…
Sam exibiu um sorriso vaidoso e Dean concordou. Percorreu a sala com os olhos a ver se encontrava os seus alvos mas, ao invés disso parou noutro local não muito longe deles onde se sentavam duas raparigas, observou-as durante um bocado e depois virou-se para Sam.
― Parece-me que aqui podem encontrar um petisco aqui.
Sam olhou para as duas raparigas.
― Fica atento.
― Brooke, vamos embora!
― Podes ir…
― Dá-me a chave! – Rose estendeu a mão. Brooke continuou com os olhos nos papeis.
― Nem pensar que deixo tocar no BMW. Lembraste do que aconteceu da outra vez?
― Foi um acidente, o gato meteu-se a frente! E aqui não há gatos!
― Pois não, mas há pessoas. Ou vais a pé ou esperas por mim!
Brooke não desviava os olhos dos jornais.
― Nunca vamos encontra-lo, sabes?!
Nesse instante Brooke levantou os olhos do papel lentamente.
― Rose, não vás por ai…
― Estamos nisto a meses! Já nem sabes se ele está vivo, quanto mais se alguma vez o verás.
― Estou a avisar-te.
― Já faz um ano, Brooke e…
― Okay, se me queres irritar, estás a conseguir!
Rose calou-se. Brooke era conhecida por ser um furacão engarrafado, levava tudo a frente se necessário. As duas olharam-se durante segundos como se travassem uma batalha mental, no fim Rose afastou o olhar.
― Dean…- Chamou Sam, tocando no ombro do irmão. Tinha os olhos na porta, nesse momento entraram dois motards, feios, gordos, suados e cheios de pelos.
― Espera… – Os motards passaram por eles, deixando um cheiro doce. – Cheiraste? São mesmo eles.
― Pois, uma coisa é certa coisas tão feias não dá para esconder.
― Olha, para onde eles vão. – Os motards tinham parado durante segundos, e depois caminhavam para a mesa das duas raparigas.
― Como seria de esperar.
Brooke estava novamente concentrada nos seus papéis e jornais, enquanto Rose abanava a perna e bufava constantemente.
― Pára com isso! – Pediu Brooke.
― Paro quando formos embora deste lugar! Se soubesses o que eu oiço…
Brooke desviou os olhos do papel.
― Não oiças! Sabes, que não deves usar essa “coisa”
― Não consigo evitar!
― Consegues sim! A Carmen, ensinou-te a controlar, lembraste?!
Rose olhou em volta e parou numa mesa não muito distante onde estavam sentados dois rapazes, que olhavam para a sua mesa.
― Caçadores.
Brooke olhou para eles, eram os dois muito bonitos.
― Estão a caçar alguma coisa?
― Sim, só não consigo perceber o quê…
Então, ouviu-se um arrastar de cadeiras e dois homens grandes sentaram-se ao lado de cada uma. Tresandavam a álcool e a suor mas, havia algo mais. Um cheiro esquisito que envolveu o ar quando se sentaram.
― Já viste isto Karl? Tão lindas e tão sozinhas…- Disse o homem sentado ao lado de Rose, tocando-lhe no cabelo, cheirando até uma madeixa.
― Hum…aposto que sabe tão bem quanto cheira, não é Komal?- Disse o outro, encostando o nariz ao pescoço de Brooke. A rapariga estava em pânico porquê que não se mexia, porquê que não dizia nada, porquê que se sentia a derreter e…
― Ó amigo! – Uma mão pousou sobre o ombro do homem que cheirava Brooke e puxou-o para o lado. – Não me parece que elas estejam a gostar da tua companhia.
O homem virou-se e encarou Dean, era bem mais alto do que ele e bem mais gordo. Observou-o de cima abaixo, respirou fundo como se o cheirasse e depois sorriu.
― Vamos, Karl.
O outro levantou-se, trocou olhares com Sam e depois seguiu o outro.
Brooke sentiu como se um peso fosse retirado do peito.
― Estás bem? – Perguntou Dean. A rapariga olhou para ele perdeu-se nos seus olhos verdes.
― Sim. Rose?
― Estou bem.
Rose sorriu brevemente e olhou para Sam. De onde saíra ele? Aquela beleza não devia andar por ai, a solta! Sam sorriu e ela sentiu-se a estremecer.
― Não devem incomodar-vos mais. – Disse com uma doce voz.
― Obrigado. – Respondeu Rose num suspiro.
Brooke começou a arrumar papéis.
― Rose…vamos? Não eras tu que querias ir embora?
Dean leu de relance o que estava ali espalhado, pareciam ser jornais desde a um ano atrás a maior parte sendo anúncios.
― Esperem, tomem qualquer coisa connosco. – Disse Sam.
Rose sorriu, claro que queria ficar.
― Não. Temos de ir, talvez fique para uma próxima. Rose.
― Sim, eu já ouvi.
Levantou-se rapidamente passando por Sam as pressas. Brooke pegou nas suas malas e passou por Dean.
― A palavra é “Obrigado”
Ao ouvir a sua voz Brooke arrepiou-se. Virou-se para trás e enfrentou-o.
― Desculpa?!
― Quando se é ajudado por alguém, normalmente usa-se uma palavra no fim e é “Obrigado”
Brooke expirou fundo e levou Rose consigo.
― Rose, vamos.
E as duas saíram do bar com uma rapidez incrível.
― Uau…somos assim tão feios? – Perguntou Sam.
― Não, provavelmente são lésbicas.
― Provavelmente.
Voltaram para as suas mesas.
― Repete lá o caso.
― Estou farto de repetir.
― Faz-me a vontade, Sammy.
Sam suspirou tentando lembrar-se do caso.
― Os Vannar são criaturas que perseguem aromas, é como se fosse uma espécie de chamamento. Por exemplo, vão na rua e se apanham um cheiro de que gostam…
― Perseguem a pessoa com esse cheiro.
― Exactamente! Podem faze-lo uma vida inteira e percorrer quilómetros de distancia. Quando as encontram, envolvem-nas com o seu odor. Tu sentis-te aquele cheiro doce, quando eles passaram, certo?
― Senti. Como é que criaturas tão feias, cheiram tão bem, ainda não percebi.
― É para as atrair, ao sentirem aquele cheiro as presas sentem uma espécie de paixão imediata, deixam-se levar pelos Vannar e só “acordam” quando já é tarde. Uma espécie de hipnose.
― E o que aconteceu as duas malcriadonas de a bocado?
― Basicamente estão marcadas, pelos vistos gostaram do cheiro delas e muito.
― Se forem apanhadas, os Vanar tiram-lhes o cheiro tirando-lhes a pele, e passam a usar o corpo delas para atraírem o próximo alvo.
― Daí largarem aquele visco amarelo que encontramos anteontem, certo? – Sam abanou a cabeça em sinal positivo. ― Ou seja nós, temos de encontra-las, antes dos Vanar.
Os dois olharam um para o outro e como se tivessem tido o mesmo pensamento levantaram-se da mesa e saíram a correr.
― Porquê que foste tão mal educada? – Perguntou Rose, a medida que se aproximavam do carro.
― Não fui mal-educada! – Respondeu Brooke trazendo os jornais debaixo do braço.
― Foste sim, eles estavam a ser simpáticos.
― Para ti são todos simpáticos!
Rose parou.
― Eles eram!
― Tu conhece-los?! Já os viste em algum lado? – Rose ia responder. - E não te atrevas a dizer que “ouviste” porque isso não funciona assim!
Rose revirou os olhos. As vezes a irmã era insuportável.
Subitamente, foi como se o seu alarme tivesse disparado, Rose pôs-se em alerta.
― Brooke, não achas que ficou silencioso demais?
Brooke parou também, de facto, já não se ouvia o barulho do bar e nem estavam assim tão longe.
Começou a ouvir-se uma espécie de rosnar a volta delas, algo incompreensível e que parecia vir de todos os lados. E parecia aumentar a medida que se aproximava.
Ao mesmo tempo Sam e Dean saiam a correr do bar, na sua direcção.
― HEY!
― CUIDADO!
Então, Rose virou-se para trás e viu o grande homem com uma cara horrível, nem teve tempo para gritar, o homem agarrou-a e meteu a mão na sua boca. Depois flectiu os joelhos e mandou um grande salto mas, tão grande que desapareceu no céu. Brooke foi a seguir, o homem segurou-a com força e os dois elevaram-se do chão num salto com tanta força que fez um buraco.
Sam e Dean correram o mais que puderam mas, só chegaram a tempo de ver as folhas que Brooke levava na mão a flutuarem.
― Merda! – Exclamou Sam.
― Caramba, que eles sabem saltar!
― Pois, não pensamos nesse detalhe, o Vannar saltam como se fossem pulgas gigantes…
Os dois recuperaram fôlego, ainda de olhos no céu, vendo as folhas de Brooke cair.
― Como é que as vamos encontrar?
― Bem, eles gostam de locais húmidos, escuros…
Sam observou uma folha que caiu no chão em cima de uma tampa de esgoto.
― Dean, esgoto.
O irmão olhou para a tampa e fez uma cara de nojo.
― Oh não, porquê que tem ser no esgoto?!
Brooke abriu os olhos estava deitada numa mesa e sentiu uma dor na nuca. Passou a mão, mas não tinha sangue, apenas um galo. Sentou-se na mesa, sentiu o frio contra a pele e viu-se apenas de soutien e cuecas. Olhou em volta, nem sabia onde estava. Havia no ar um cheiro muito forte, estava frio, e ouvia-se água a passar. Ainda se sentia meio tonta, mesmo assim, arriscou levantar-se mas, mal o fez caiu no chão sujo, não conseguia sentir as pernas.
Ouviu-se um riso de leve.
― Vais a algum lado?
Brooke levantou a cabeça e viu um dos homens sentado a sua frente rodando uma faca.
― Quem és tu?!
― Humm…ninguém. – Brooke pôs-se de gatas e o homem levantou-se. ― Shhh, calma…não te vou magoar…por agora.
Levantou-se, deu passos largos e agarrou Brooke pelo braço. A rapariga mal se aguentava nos pés e logo foi empurrada contra a mesa fria, bateu com as costas e caiu no chão…
Rose abriu os olhos mas, desejou não os ter aberto. Em cima de si estava o outro homem grande e feio.
― Olá, loirinha.
A rapariga gritou mas o homem pôs-lhe a mão na boca e mostrou-lhe uma faca encostando-a abaixo do seu olho.
― Se eu fosse a ti calava-me, não queres perder esses lindos olhos, pois não?! Vais ficar quietinha e fazes tudo… – Fez pressão com a faca e Rose gritou um pouco. – Mas, tudo o que eu mandar.
Cheirou os cabelos de Rose que chorava e tremia de pânico.
― Hum…delicioso…Fica quieta!
O homem sentou-se em cima de Rose e tirou a língua de fora, uma enorme língua, com a qual lambeu a cara de Rose. A rapariga, desobedecendo, começou a lutar.
― PÁRA QUIETA!
Rose gritou outra vez e o homem com raiva pegou na sua cabeça e bateu contra a mesa. A jovem caiu nume estado de inconsciência imediata.
O homem ia continuar quando dois tiros nas costas o fizeram cair para o lado, para logo depois se levantar rapidamente mas, não teve reacção foi logo, envolto num mar de chamas e fez-se em pó.
Sam aproximou-se da mesa e viu Rose em roupa interior azul de rendas. Observou-a durante um segundo, era de facto muito bonita. Os seus cabelos loiros molhados estavam espalhados sobre a mesa e Sam achava-a muito linda.
Rose assustou-se ao ver Sam debruçado sobre si e gritou mexendo muito os braços, sem querer acertou em cheio com um soco no nariz de Sam que deu uns passos para trás.
― CALMA! Estou aqui para ajudar! Calma!
Segurava o nariz, que não sangrava mas, que doía imenso. Rose acalmou-se, sentou-se e olhou em volta. Pregou os olhos no monte de cinzas fumegantes e depois olhou para Sam.
― Oh…Desculpa, a sério…não queria…Desculpa…
Saltou da mesa e aproximou-se dele para ver se sangrava.
― Sim, eu percebi. Não faz mal…
Olharam-se durante um bocado. Sam, sem querer percorreu o corpo da rapariga com os olhos, que tremia de frio e tinha os cabelos molhados da água que caia do tecto. Rose quando se deu conta do seu estado, apressou-se a tapar o corpo com as mãos.
― Toma…- Sam tirou o casaco e entregou a Rose. ― Sou o Sam. Sam Winchester
― Obrigado. - Disse Rose vestindo o enorme casaco. ― Roseanna Sparks, mas chama-me Rose…
Olharam-se novamente e Sam não pode de notar que Rose o observava com um ar de muita atenção. Subitamente ela ficou nervosa.
― A minha irmã…
― Ela é tua irmã?
Sam lembrou-se da possibilidade de serem lésbicas e riu-se.
― Sim, porquê?
― ‘Oh nada. Não te preocupes, o meu irmão, Dean cuida dela.
Brooke estava a ser maltratada pelo motard quando Dean apareceu, estava numa mesa Brooke estava encostada a uma parede húmida e suja enquanto era cheirada pelo motard.
― Larga a miúda!
O motard virou-se para Dean.
― Diz, quem?
― Digo eu! Larga-a!
Dean tirou um isqueiro e segurou-o ameaçadoramente a frente do aparelho de gás que construiu em casa.
O homem pegou em Brooke e meteu-a a sua frente como se fosse um escudo, tirou a língua de fora e lambeu a sua cara, fazendo com que Brooke fizesse uma cara de nojo.
― Vamos lá ver se me queimo com ela a frente…
Dean trocou olhares com Brooke, despenteada, um pouco suada e em roupa interior preta. Apetecível, segundo os padrões de Dean.
Voltou a olhar para o homem que tinha os olhos a brilhar.
― Tudo bem…- Dean poisou o aparelho de gás e o isqueiro no chão. – Pronto…
O homem sorriu.
― Talvez queiras um pedaço…
Dean ainda estava dobrado, precisava de ser rápido.
― Não, tenho uma ideia melhor.
Num movimento rápido, quase invisível, pegou na Colt e disparou mesmo na testa do homem que caiu no chão, levando Brooke com ele.
Dean largou a Colt e tratou de incendiar o corpo do homem. Enquanto as chamas queimavam o corpo virou-se para Brooke, ajudando-a a levantar-se.
― Estás bem? Ele magoou-te?
― Não, estou bem…a minha irmã?
― Ela é tua irmã?!
― Sim! – Exclamou Brooke. – Onde é que ela está?
― Hum…O Sam, meu irmão, tem-na.
Olharam-se durante um bocado e Brooke deu-se conta que ainda estava de soutien e cuecas.
― Dás-me a minha roupa?
Dean apanhou o que pareciam ser calças e uma camisa, ia entregar mas hesitou. Tinha que aproveitar.
― Só entrego se dizeres “Obrigado”
― Hã?!
― Sim, “Obrigado” por aquilo do bar e por agora. – Exigiu Dean, numa voz calma e sedutora.
― Não, agora dá-me a minha roupa!
Brooke estendeu a mão mas, Dean deu um passo atrás.
― Diz! É simples ou preferes andar de soutien e cuecas por ai?
― A curvar-me perante um sedutorzinho barato, como tu. Sim!
Dean ia responder mas Sam apareceu com Rose pelo braço, num reflexo rápido Brooke tirou as roupas da mão de Dean deixando-o de mão estendida.
― A roupa é minha…
Passou por ele com um ar convencido e Dean observava o seu andar. Um belo exemplar de cuecas e soutien preto.
Um belo exemplar.
Rose riu-se e corou.
― O que foi? – Perguntou Dean.
― Nada…
Foi-se embora com um sorriso nos lábios.
Momentos mais tarde Sam e Dean estavam junto ao Impala com Rose completamente vestida.
― Vannar? Aqueles eram Vannar? – Perguntou novamente, vendo que se livrara de boa. – Uau, nem sequer tinha reparado.
― Pois, o cheiro deles deixou-vos meio desnorteadas. – Disse Sam sorridente. ― Sorte que estávamos a caça-los, desde a duas semanas. Podia ter acontecido algo pior se não tivéssemos chegado a tempo.
― Obrigada. – Disse Rose.
― Que fazem vocês por aqui? Não estão a caçar, pois não. – Perguntou Dean Rose ficou um pouco desconfortável. – Quer dizer, não tens de dizer nada.
― Oh, não faz mal. Viemos a procura de uma pessoa…
― Quem?
Brooke apareceu.
― Nós viemos a procura de uma pessoa mas, ela já se tinha ido embora e nós também vamos.
― O Jake Patterson, certo? – Perguntou Sam. Tanto Brooke como Rose ficaram espantadas. O rapaz sacou dos jornais e papéis de Brooke. – Alguns classificados tinham letras ao invés de números, chegamos a conclusão que eram códigos, cada número era uma letra do alfabeto. Quando concluído dava sempre o mesmo nome, Jake Patterson, o nome de uma cidade e de um motel.
Brooke agarrou nos papéis.
― Se quiserem nós podemos ajudar, eu e o Sam temos experiência em encontrar gente que não quer ser encontrada. – Disse Dean com orgulho.
Brooke olhou para a irmã, ignorando a oferta de Dean.
― Temos de ir.
― Miúda, pára de ser mal-educada, estamos a oferecer-te ajuda ao menos agradece! – Reclamou Dean.
― Não precisamos de ajuda, cá nos arranjamos.
― Pois, viu-se. Quase que ficavam sem pele se não fosse por nós!
― Queres uma medalha?!
Dean ia responder-lhe mesmo a letra mas, Sam tocou-lhe no braço, pedindo-lhe que parasse. Rose fez o mesmo a irmã.
― Desculpem, rapazes. Temos mesmo de ir…- Disse Rose com um sorriso gentil.
Brooke afastou-se mas, parou de repente, não tinha carro. Rosnou ao ver a sua situação.
― Bolas!
― Querem boleia? – Perguntou Dean.
Brooke virou-se para ele, e viu a sua cara de abuso.
― Vamos a pé!
Rose aproximou-se da irmã com um ar irritado.
― Pára de ser orgulhosa! Está escuro, estamos no meio do nada e a única maneira de voltarmos é como eles, portanto engole isso e vamos!
Durante a curta viagem até ao bar, Brooke foi em silêncio, concentrada nos seus pensamentos enquanto, a irmã Rose falava alegremente com o Sam e Dean.
Chegaram ao bar e Brooke foi a primeira a sair, caminhando para o carro.
― Obrigado – Disse Rose outra vez. Virou-se para o carro mas, parou de repente, não gostava de fazer aquilo mas, sentiu que era necessário. Fechou os olhos e concentrou-se.
Quando chegarmos ao motel, tenho de ver quem é este Jake Patterson.
Voltou-se para trás, olhava especialmente para Dean.
― É um assunto pessoal, agradecia que não se metessem.
Dean sentiu-se intimidado.
Agora tenho mesmo de saber.
― Por favor não te metas…
Como é que ela sabe?
Rose sorriu.
― Por favor?!
― Okay. – Assegurou Sam. Dean fez um sorriso breve mas, não disfarçou a tensão.
― Obrigado, rapazes.
Brooke aproximou-se com o seu BMW preto, rebaixado e de vidros fumados.
― Vês?! Ela sabe dizer “Obrigado” – Disse Dean.
Brooke olhou para Dean e sentiu vontade de o fulminar mas, não respondeu, limitou-se a olhar para a frente, apertando o volante. Que irritação era aquele rapaz!
As duas entraram no carro e desaparecendo a alta velocidade.
― Meu, eu falei em voz alta? – Perguntou Dean.
― Não. – Respondeu Sam, observando o BMW que se afastava.
― Então, como é que ela sabia que estava a pensar em procurar o nome do tal Jake?
― Não sei…mas, foi muito esquisito.
― Muito.
CONTINUA...
PROXIMO EPISODIO: LITTLE BROTHERS ON STRIKE

Para quem conhece sabe que tem como personagens principais Sam Winchester (Jared Padalecki) e Dean Winchester (Jensen Ackles) e eles caçam criaturas sobrenaturais. Pronto, a minha fic não segue a mm linha da serie, e as situaçoes, criaturas (os Juhen) sao inventados por moi meme wee!
Deixo aqui as fotos das respectivas "actrizes e actors" que escolhi para as personagens.
Katie Cassidy como a impulsiva Brooke Meadows (Dean girl)
Rachel Taylor como a sensivel Roseanna Sparks aka Rose (Sammy girl) . 
Ian Somerhald como o protector Jake Patterson

Brian J. White como o misterioso Ney White*baseado em pessoa real*
Stephen Moyer como o malvado Armand
Alexander Skarsgård como o maquiavélico AviEspero que gostem! Aqui fica
S1E1 - MEET THE VANNAR
O bar era barulhento, com copos a baterem uns nos outros, conversas animadas, risos e gargalhadas. Numa mesa distante, ao fundo do bar estavam duas raparigas, uma delas com um ar extremamente aborrecido e uma outra com a cara entre papéis.
― Brooke…- Chamou a rapariga aborrecida. – Brooke! Brooke! B…
― O que foi, Rose?
― Vamos embora, por favor…
― Não!
Rose bufou, encostou-se ao banco. Rose, tinha cabelo loiro que lhe chegava aos ombros, uns penetrantes olhos azuis sempre jovens. Tinha um ar inocente e sensível mas, naquele momento estava a irritar Brooke.
― Vamos embora! Fazia mais sentido se estivesses numa biblioteca.
― Demasiado silencio, não me consigo concentrar.
― Só tu que não te concentras no silêncio!
Brooke levantou os olhos, tinha-os de um azul claro, tinha cabelos lisos pretos. Era claramente mais velha que Rose.
― Não me chateis, okay?!
Pediu Brooke voltando a concentrar-se nãos seus papeis.
Sam e Dean empurraram a porta do bar.
― Então, mais alguma pista sobre este caso marado? – Perguntou Dean passando pelas mesas.
― Nada. – Respondeu Sam atrás do irmão.
Encontraram uma mesa mais ou menos a meio do bar e pediram duas cervejas.
― Detesto quando perdemos rasto do que caçamos…é irritante!
― Eu sei mas, uma coisa é certa, o que procuramos está nesta cidade e provavelmente…- Sam olhou em volta. – Neste bar.
― É, estas criaturas podem ser muito rasteiras mas, são muito desleixadas também. Nunca vi tanto visco na minha vida…blah!
― Pois, é realmente nojento. Sinto que ainda não tirei tudo.
Sam estremeceu.
― Só espero é que não saibam quem nós somos.
― É impossível, Dean. Melhores caçadores do que nós não há…
Sam exibiu um sorriso vaidoso e Dean concordou. Percorreu a sala com os olhos a ver se encontrava os seus alvos mas, ao invés disso parou noutro local não muito longe deles onde se sentavam duas raparigas, observou-as durante um bocado e depois virou-se para Sam.
― Parece-me que aqui podem encontrar um petisco aqui.
Sam olhou para as duas raparigas.
― Fica atento.
― Brooke, vamos embora!
― Podes ir…
― Dá-me a chave! – Rose estendeu a mão. Brooke continuou com os olhos nos papeis.
― Nem pensar que deixo tocar no BMW. Lembraste do que aconteceu da outra vez?
― Foi um acidente, o gato meteu-se a frente! E aqui não há gatos!
― Pois não, mas há pessoas. Ou vais a pé ou esperas por mim!
Brooke não desviava os olhos dos jornais.
― Nunca vamos encontra-lo, sabes?!
Nesse instante Brooke levantou os olhos do papel lentamente.
― Rose, não vás por ai…
― Estamos nisto a meses! Já nem sabes se ele está vivo, quanto mais se alguma vez o verás.
― Estou a avisar-te.
― Já faz um ano, Brooke e…
― Okay, se me queres irritar, estás a conseguir!
Rose calou-se. Brooke era conhecida por ser um furacão engarrafado, levava tudo a frente se necessário. As duas olharam-se durante segundos como se travassem uma batalha mental, no fim Rose afastou o olhar.
― Dean…- Chamou Sam, tocando no ombro do irmão. Tinha os olhos na porta, nesse momento entraram dois motards, feios, gordos, suados e cheios de pelos.
― Espera… – Os motards passaram por eles, deixando um cheiro doce. – Cheiraste? São mesmo eles.
― Pois, uma coisa é certa coisas tão feias não dá para esconder.
― Olha, para onde eles vão. – Os motards tinham parado durante segundos, e depois caminhavam para a mesa das duas raparigas.
― Como seria de esperar.
Brooke estava novamente concentrada nos seus papéis e jornais, enquanto Rose abanava a perna e bufava constantemente.
― Pára com isso! – Pediu Brooke.
― Paro quando formos embora deste lugar! Se soubesses o que eu oiço…
Brooke desviou os olhos do papel.
― Não oiças! Sabes, que não deves usar essa “coisa”
― Não consigo evitar!
― Consegues sim! A Carmen, ensinou-te a controlar, lembraste?!
Rose olhou em volta e parou numa mesa não muito distante onde estavam sentados dois rapazes, que olhavam para a sua mesa.
― Caçadores.
Brooke olhou para eles, eram os dois muito bonitos.
― Estão a caçar alguma coisa?
― Sim, só não consigo perceber o quê…
Então, ouviu-se um arrastar de cadeiras e dois homens grandes sentaram-se ao lado de cada uma. Tresandavam a álcool e a suor mas, havia algo mais. Um cheiro esquisito que envolveu o ar quando se sentaram.
― Já viste isto Karl? Tão lindas e tão sozinhas…- Disse o homem sentado ao lado de Rose, tocando-lhe no cabelo, cheirando até uma madeixa.
― Hum…aposto que sabe tão bem quanto cheira, não é Komal?- Disse o outro, encostando o nariz ao pescoço de Brooke. A rapariga estava em pânico porquê que não se mexia, porquê que não dizia nada, porquê que se sentia a derreter e…
― Ó amigo! – Uma mão pousou sobre o ombro do homem que cheirava Brooke e puxou-o para o lado. – Não me parece que elas estejam a gostar da tua companhia.
O homem virou-se e encarou Dean, era bem mais alto do que ele e bem mais gordo. Observou-o de cima abaixo, respirou fundo como se o cheirasse e depois sorriu.
― Vamos, Karl.
O outro levantou-se, trocou olhares com Sam e depois seguiu o outro.
Brooke sentiu como se um peso fosse retirado do peito.
― Estás bem? – Perguntou Dean. A rapariga olhou para ele perdeu-se nos seus olhos verdes.
― Sim. Rose?
― Estou bem.
Rose sorriu brevemente e olhou para Sam. De onde saíra ele? Aquela beleza não devia andar por ai, a solta! Sam sorriu e ela sentiu-se a estremecer.
― Não devem incomodar-vos mais. – Disse com uma doce voz.
― Obrigado. – Respondeu Rose num suspiro.
Brooke começou a arrumar papéis.
― Rose…vamos? Não eras tu que querias ir embora?
Dean leu de relance o que estava ali espalhado, pareciam ser jornais desde a um ano atrás a maior parte sendo anúncios.
― Esperem, tomem qualquer coisa connosco. – Disse Sam.
Rose sorriu, claro que queria ficar.
― Não. Temos de ir, talvez fique para uma próxima. Rose.
― Sim, eu já ouvi.
Levantou-se rapidamente passando por Sam as pressas. Brooke pegou nas suas malas e passou por Dean.
― A palavra é “Obrigado”
Ao ouvir a sua voz Brooke arrepiou-se. Virou-se para trás e enfrentou-o.
― Desculpa?!
― Quando se é ajudado por alguém, normalmente usa-se uma palavra no fim e é “Obrigado”
Brooke expirou fundo e levou Rose consigo.
― Rose, vamos.
E as duas saíram do bar com uma rapidez incrível.
― Uau…somos assim tão feios? – Perguntou Sam.
― Não, provavelmente são lésbicas.
― Provavelmente.
Voltaram para as suas mesas.
― Repete lá o caso.
― Estou farto de repetir.
― Faz-me a vontade, Sammy.
Sam suspirou tentando lembrar-se do caso.
― Os Vannar são criaturas que perseguem aromas, é como se fosse uma espécie de chamamento. Por exemplo, vão na rua e se apanham um cheiro de que gostam…
― Perseguem a pessoa com esse cheiro.
― Exactamente! Podem faze-lo uma vida inteira e percorrer quilómetros de distancia. Quando as encontram, envolvem-nas com o seu odor. Tu sentis-te aquele cheiro doce, quando eles passaram, certo?
― Senti. Como é que criaturas tão feias, cheiram tão bem, ainda não percebi.
― É para as atrair, ao sentirem aquele cheiro as presas sentem uma espécie de paixão imediata, deixam-se levar pelos Vannar e só “acordam” quando já é tarde. Uma espécie de hipnose.
― E o que aconteceu as duas malcriadonas de a bocado?
― Basicamente estão marcadas, pelos vistos gostaram do cheiro delas e muito.
― Se forem apanhadas, os Vanar tiram-lhes o cheiro tirando-lhes a pele, e passam a usar o corpo delas para atraírem o próximo alvo.
― Daí largarem aquele visco amarelo que encontramos anteontem, certo? – Sam abanou a cabeça em sinal positivo. ― Ou seja nós, temos de encontra-las, antes dos Vanar.
Os dois olharam um para o outro e como se tivessem tido o mesmo pensamento levantaram-se da mesa e saíram a correr.
― Porquê que foste tão mal educada? – Perguntou Rose, a medida que se aproximavam do carro.
― Não fui mal-educada! – Respondeu Brooke trazendo os jornais debaixo do braço.
― Foste sim, eles estavam a ser simpáticos.
― Para ti são todos simpáticos!
Rose parou.
― Eles eram!
― Tu conhece-los?! Já os viste em algum lado? – Rose ia responder. - E não te atrevas a dizer que “ouviste” porque isso não funciona assim!
Rose revirou os olhos. As vezes a irmã era insuportável.
Subitamente, foi como se o seu alarme tivesse disparado, Rose pôs-se em alerta.
― Brooke, não achas que ficou silencioso demais?
Brooke parou também, de facto, já não se ouvia o barulho do bar e nem estavam assim tão longe.
Começou a ouvir-se uma espécie de rosnar a volta delas, algo incompreensível e que parecia vir de todos os lados. E parecia aumentar a medida que se aproximava.
Ao mesmo tempo Sam e Dean saiam a correr do bar, na sua direcção.
― HEY!
― CUIDADO!
Então, Rose virou-se para trás e viu o grande homem com uma cara horrível, nem teve tempo para gritar, o homem agarrou-a e meteu a mão na sua boca. Depois flectiu os joelhos e mandou um grande salto mas, tão grande que desapareceu no céu. Brooke foi a seguir, o homem segurou-a com força e os dois elevaram-se do chão num salto com tanta força que fez um buraco.
Sam e Dean correram o mais que puderam mas, só chegaram a tempo de ver as folhas que Brooke levava na mão a flutuarem.
― Merda! – Exclamou Sam.
― Caramba, que eles sabem saltar!
― Pois, não pensamos nesse detalhe, o Vannar saltam como se fossem pulgas gigantes…
Os dois recuperaram fôlego, ainda de olhos no céu, vendo as folhas de Brooke cair.
― Como é que as vamos encontrar?
― Bem, eles gostam de locais húmidos, escuros…
Sam observou uma folha que caiu no chão em cima de uma tampa de esgoto.
― Dean, esgoto.
O irmão olhou para a tampa e fez uma cara de nojo.
― Oh não, porquê que tem ser no esgoto?!
Brooke abriu os olhos estava deitada numa mesa e sentiu uma dor na nuca. Passou a mão, mas não tinha sangue, apenas um galo. Sentou-se na mesa, sentiu o frio contra a pele e viu-se apenas de soutien e cuecas. Olhou em volta, nem sabia onde estava. Havia no ar um cheiro muito forte, estava frio, e ouvia-se água a passar. Ainda se sentia meio tonta, mesmo assim, arriscou levantar-se mas, mal o fez caiu no chão sujo, não conseguia sentir as pernas.
Ouviu-se um riso de leve.
― Vais a algum lado?
Brooke levantou a cabeça e viu um dos homens sentado a sua frente rodando uma faca.
― Quem és tu?!
― Humm…ninguém. – Brooke pôs-se de gatas e o homem levantou-se. ― Shhh, calma…não te vou magoar…por agora.
Levantou-se, deu passos largos e agarrou Brooke pelo braço. A rapariga mal se aguentava nos pés e logo foi empurrada contra a mesa fria, bateu com as costas e caiu no chão…
Rose abriu os olhos mas, desejou não os ter aberto. Em cima de si estava o outro homem grande e feio.
― Olá, loirinha.
A rapariga gritou mas o homem pôs-lhe a mão na boca e mostrou-lhe uma faca encostando-a abaixo do seu olho.
― Se eu fosse a ti calava-me, não queres perder esses lindos olhos, pois não?! Vais ficar quietinha e fazes tudo… – Fez pressão com a faca e Rose gritou um pouco. – Mas, tudo o que eu mandar.
Cheirou os cabelos de Rose que chorava e tremia de pânico.
― Hum…delicioso…Fica quieta!
O homem sentou-se em cima de Rose e tirou a língua de fora, uma enorme língua, com a qual lambeu a cara de Rose. A rapariga, desobedecendo, começou a lutar.
― PÁRA QUIETA!
Rose gritou outra vez e o homem com raiva pegou na sua cabeça e bateu contra a mesa. A jovem caiu nume estado de inconsciência imediata.
O homem ia continuar quando dois tiros nas costas o fizeram cair para o lado, para logo depois se levantar rapidamente mas, não teve reacção foi logo, envolto num mar de chamas e fez-se em pó.
Sam aproximou-se da mesa e viu Rose em roupa interior azul de rendas. Observou-a durante um segundo, era de facto muito bonita. Os seus cabelos loiros molhados estavam espalhados sobre a mesa e Sam achava-a muito linda.
Rose assustou-se ao ver Sam debruçado sobre si e gritou mexendo muito os braços, sem querer acertou em cheio com um soco no nariz de Sam que deu uns passos para trás.
― CALMA! Estou aqui para ajudar! Calma!
Segurava o nariz, que não sangrava mas, que doía imenso. Rose acalmou-se, sentou-se e olhou em volta. Pregou os olhos no monte de cinzas fumegantes e depois olhou para Sam.
― Oh…Desculpa, a sério…não queria…Desculpa…
Saltou da mesa e aproximou-se dele para ver se sangrava.
― Sim, eu percebi. Não faz mal…
Olharam-se durante um bocado. Sam, sem querer percorreu o corpo da rapariga com os olhos, que tremia de frio e tinha os cabelos molhados da água que caia do tecto. Rose quando se deu conta do seu estado, apressou-se a tapar o corpo com as mãos.
― Toma…- Sam tirou o casaco e entregou a Rose. ― Sou o Sam. Sam Winchester
― Obrigado. - Disse Rose vestindo o enorme casaco. ― Roseanna Sparks, mas chama-me Rose…
Olharam-se novamente e Sam não pode de notar que Rose o observava com um ar de muita atenção. Subitamente ela ficou nervosa.
― A minha irmã…
― Ela é tua irmã?
Sam lembrou-se da possibilidade de serem lésbicas e riu-se.
― Sim, porquê?
― ‘Oh nada. Não te preocupes, o meu irmão, Dean cuida dela.
Brooke estava a ser maltratada pelo motard quando Dean apareceu, estava numa mesa Brooke estava encostada a uma parede húmida e suja enquanto era cheirada pelo motard.
― Larga a miúda!
O motard virou-se para Dean.
― Diz, quem?
― Digo eu! Larga-a!
Dean tirou um isqueiro e segurou-o ameaçadoramente a frente do aparelho de gás que construiu em casa.
O homem pegou em Brooke e meteu-a a sua frente como se fosse um escudo, tirou a língua de fora e lambeu a sua cara, fazendo com que Brooke fizesse uma cara de nojo.
― Vamos lá ver se me queimo com ela a frente…
Dean trocou olhares com Brooke, despenteada, um pouco suada e em roupa interior preta. Apetecível, segundo os padrões de Dean.
Voltou a olhar para o homem que tinha os olhos a brilhar.
― Tudo bem…- Dean poisou o aparelho de gás e o isqueiro no chão. – Pronto…
O homem sorriu.
― Talvez queiras um pedaço…
Dean ainda estava dobrado, precisava de ser rápido.
― Não, tenho uma ideia melhor.
Num movimento rápido, quase invisível, pegou na Colt e disparou mesmo na testa do homem que caiu no chão, levando Brooke com ele.
Dean largou a Colt e tratou de incendiar o corpo do homem. Enquanto as chamas queimavam o corpo virou-se para Brooke, ajudando-a a levantar-se.
― Estás bem? Ele magoou-te?
― Não, estou bem…a minha irmã?
― Ela é tua irmã?!
― Sim! – Exclamou Brooke. – Onde é que ela está?
― Hum…O Sam, meu irmão, tem-na.
Olharam-se durante um bocado e Brooke deu-se conta que ainda estava de soutien e cuecas.
― Dás-me a minha roupa?
Dean apanhou o que pareciam ser calças e uma camisa, ia entregar mas hesitou. Tinha que aproveitar.
― Só entrego se dizeres “Obrigado”
― Hã?!
― Sim, “Obrigado” por aquilo do bar e por agora. – Exigiu Dean, numa voz calma e sedutora.
― Não, agora dá-me a minha roupa!
Brooke estendeu a mão mas, Dean deu um passo atrás.
― Diz! É simples ou preferes andar de soutien e cuecas por ai?
― A curvar-me perante um sedutorzinho barato, como tu. Sim!
Dean ia responder mas Sam apareceu com Rose pelo braço, num reflexo rápido Brooke tirou as roupas da mão de Dean deixando-o de mão estendida.
― A roupa é minha…
Passou por ele com um ar convencido e Dean observava o seu andar. Um belo exemplar de cuecas e soutien preto.
Um belo exemplar.
Rose riu-se e corou.
― O que foi? – Perguntou Dean.
― Nada…
Foi-se embora com um sorriso nos lábios.
Momentos mais tarde Sam e Dean estavam junto ao Impala com Rose completamente vestida.
― Vannar? Aqueles eram Vannar? – Perguntou novamente, vendo que se livrara de boa. – Uau, nem sequer tinha reparado.
― Pois, o cheiro deles deixou-vos meio desnorteadas. – Disse Sam sorridente. ― Sorte que estávamos a caça-los, desde a duas semanas. Podia ter acontecido algo pior se não tivéssemos chegado a tempo.
― Obrigada. – Disse Rose.
― Que fazem vocês por aqui? Não estão a caçar, pois não. – Perguntou Dean Rose ficou um pouco desconfortável. – Quer dizer, não tens de dizer nada.
― Oh, não faz mal. Viemos a procura de uma pessoa…
― Quem?
Brooke apareceu.
― Nós viemos a procura de uma pessoa mas, ela já se tinha ido embora e nós também vamos.
― O Jake Patterson, certo? – Perguntou Sam. Tanto Brooke como Rose ficaram espantadas. O rapaz sacou dos jornais e papéis de Brooke. – Alguns classificados tinham letras ao invés de números, chegamos a conclusão que eram códigos, cada número era uma letra do alfabeto. Quando concluído dava sempre o mesmo nome, Jake Patterson, o nome de uma cidade e de um motel.
Brooke agarrou nos papéis.
― Se quiserem nós podemos ajudar, eu e o Sam temos experiência em encontrar gente que não quer ser encontrada. – Disse Dean com orgulho.
Brooke olhou para a irmã, ignorando a oferta de Dean.
― Temos de ir.
― Miúda, pára de ser mal-educada, estamos a oferecer-te ajuda ao menos agradece! – Reclamou Dean.
― Não precisamos de ajuda, cá nos arranjamos.
― Pois, viu-se. Quase que ficavam sem pele se não fosse por nós!
― Queres uma medalha?!
Dean ia responder-lhe mesmo a letra mas, Sam tocou-lhe no braço, pedindo-lhe que parasse. Rose fez o mesmo a irmã.
― Desculpem, rapazes. Temos mesmo de ir…- Disse Rose com um sorriso gentil.
Brooke afastou-se mas, parou de repente, não tinha carro. Rosnou ao ver a sua situação.
― Bolas!
― Querem boleia? – Perguntou Dean.
Brooke virou-se para ele, e viu a sua cara de abuso.
― Vamos a pé!
Rose aproximou-se da irmã com um ar irritado.
― Pára de ser orgulhosa! Está escuro, estamos no meio do nada e a única maneira de voltarmos é como eles, portanto engole isso e vamos!
Durante a curta viagem até ao bar, Brooke foi em silêncio, concentrada nos seus pensamentos enquanto, a irmã Rose falava alegremente com o Sam e Dean.
Chegaram ao bar e Brooke foi a primeira a sair, caminhando para o carro.
― Obrigado – Disse Rose outra vez. Virou-se para o carro mas, parou de repente, não gostava de fazer aquilo mas, sentiu que era necessário. Fechou os olhos e concentrou-se.
Quando chegarmos ao motel, tenho de ver quem é este Jake Patterson.
Voltou-se para trás, olhava especialmente para Dean.
― É um assunto pessoal, agradecia que não se metessem.
Dean sentiu-se intimidado.
Agora tenho mesmo de saber.
― Por favor não te metas…
Como é que ela sabe?
Rose sorriu.
― Por favor?!
― Okay. – Assegurou Sam. Dean fez um sorriso breve mas, não disfarçou a tensão.
― Obrigado, rapazes.
Brooke aproximou-se com o seu BMW preto, rebaixado e de vidros fumados.
― Vês?! Ela sabe dizer “Obrigado” – Disse Dean.
Brooke olhou para Dean e sentiu vontade de o fulminar mas, não respondeu, limitou-se a olhar para a frente, apertando o volante. Que irritação era aquele rapaz!
As duas entraram no carro e desaparecendo a alta velocidade.
― Meu, eu falei em voz alta? – Perguntou Dean.
― Não. – Respondeu Sam, observando o BMW que se afastava.
― Então, como é que ela sabia que estava a pensar em procurar o nome do tal Jake?
― Não sei…mas, foi muito esquisito.
― Muito.
CONTINUA...
PROXIMO EPISODIO: LITTLE BROTHERS ON STRIKE

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