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Re: Supernatural - A Primeira o Ter Fev 02, 2010 3:04 pm
No dia seguinte, por volta das nove e trinta, Sam foi o primeiro a acordar. Levantou-se, tomou banho, o pequeno-almoço e depois foi ao carro. Abriu o porta-bagagem para ver se tinha vestígios de sangue… nada! Voltou para o quarto. Ao chegar ao corredor, decidiu ir ao quarto de Cláudia ver como ela estava.
Sam bateu à porta e Cláudia abriu-a.
- Bom dia. Dormiste bem? – Sam.
- Bom dia. Nem por isso. Onde foste? – Cláudia vendo as chaves do Impala na sua mão.
- Fui ver se tinha ficado algo no porta-bagagem.
- Hum, ok! Sam…
- Sim!?
- Podes vir comigo a casa da Iruvienne?
- Mas ela não disse que nunca mais te queria ver?
- Eu sei! Mas não importa, eu tenho de ver como ela ‘tá. Ainda para mais não deve faltar muito para irmos embora, certo?
- Pois…
- Por isso é que eu quero ir lá! Vens comigo?
- Sim. Vá, vai lá despachar-te.
Cláudia foi tomar um banho rápido, agarrou numa peça de fruta e saíram os dois.
Quando chegaram a casa de Iruvienne, Cláudia hesitou em bater à porta, mas acabou por o fazer. Bateu umas quantas vezes e ninguém respondia. Tocou à campainha e nada.
- Experimenta abrir! – Sam.
Cláudia fez o que Sam disse e a porta abriu. Olhou para Sam e entrou. Este foi atrás.
- Iruvienne? – Sam e Cláudia gritavam por ela, mas não obtiveram resposta.
Subiram as escadas e abriram três portas ao longo do corredor. Nada de Iruvienne. Faltava uma porta ao fundo do corredor, do lado direito. Sam abriu a porta e os dois viram Iruvienne em cima da cama. Cláudia aproximou-se para vê-la, e viu um frasco de comprimidos e uma garrafa de bebida.
- Oh não… o que foste fazer?
- Tem calma, vê-lhe a pulsação. – Sam.
- Ela ‘tá viva. – Sorriu. – Vá lá, tu safas-te, vais ficar bem. – Cláudia passava-lhe a mão pelo cabelo.
- Eu vou chamar uma ambulância.
- Ok.
Sam chamou a ambulância e pouco tempo depois esta chegou.
- O que se passou? – Perguntava um dos três enfermeiros que tinha saído da ambulância.
- Eu ontem ‘tive cá e esqueci-me do meu telemóvel. Hoje quando aqui cheguei ela já estava assim. – Cláudia mentindo.
- Hum, tudo bem! Podem ir, ela fica entregue.
- Podemos ir embora… assim, sem mais nem menos?
- Sim! – Disse o enfermeiro.
- De certeza? – Sam admirado.
-Sim.
- Ok… mas só uma coisa, ela deixou a irmã com a tia e acho que a mãe ‘tá fora… pode avisá-la? – Cláudia.
- Não se preocupe.
- Ok.
A ambulância partiu em direcção ao Hospital.
- ‘Tás bem? – Sam.
- Não! – Cláudia começa a chorar.
- Desculpa, que pergunta tão parva.
- Não faz mal!
Cláudia agarrou-se a Sam, num abraço de consolo.
- Vamos embora? – Sam.
- Sim. – Disse limpando as lágrimas.
Sam deu-lhe um beijo na testa e os dois foram para a pensão.
Quando lá chegaram, Dean estava de pé e andava de um lado para o outro.
- Onde é que vocês se meteram? – Dean parou, olhou para os dois e fez um ar aliviado.
- Tem calma, dude, ‘tá tudo bem.
- ‘Tá tudo bem não, Sammy. Eu acordei e não te vi… fui ao quarto dela e ela também não ‘tava lá… assustei-me.
- Ouve… já sou maior e vacinado. Mas não te preocupes, ‘tá tudo bem.
- E afinal onde é que foram? – Dean.
- Ver a Iruvienne. – Sam.
- E então, como é que ela ‘tava? – Dean olhou para Cláudia e viu no seu olhar que algo se passava. – Aconteceu alguma coisa?
- Nós… nós encontrámo-la desmaiada com um frasco de comprimidos e uma garrafa de bebida ao pé! – Sam apressou-se para Cláudia não ter de falar sobre o assunto.
- Desculpa… - Dean.
- Não faz mal. E então, quando é que vamos embora? – Cláudia fazendo a pergunta para os dois irmãos.
- Não sei… mas antes de irmos tenho de me despedir da Kelly.
- Hum… ok. – Cláudia.
- Então e tu, Cláudia, não tens de pedir desculpa a alguém? Ou pelo menos dizer adeus?
- Do que é que ‘tás a falar, Dean?
- Não sei, tu é que sabes!
- Dean?! – Cláudia esperava uma resposta.
- Se tu não sabes, como queres que eu saiba?
- Dude, pára lá com isso. Vamos arrumar as coisas? Depois passamos por causa da avó da Kelly e vamos embora.
- É mesmo preciso despedires-te dela? – Dean.
- Ela pediu-me…
- Pois, pois!
Os três foram arrumar as suas coisas e quando terminaram Dean foi à recepção pagar a conta, e Cláudia foi com ele para pagar a sua parte.
Dirigiram-se até ao Impala, colocaram as malas no porta-bagagem e foram até casa de Dona Olga.
Quando lá chegaram…
- Ninguém abre. – Disse Sam ao fim de umas quantas tentativas.
- Pois… olha, fica aí a tentar que eu vou ali falar com a Cláudia.
- Quê? – Cláudia.
- Sim, é isso que ouviste.
Cláudia ficou a olhar para Dean e este puxou-a, deixando Sam sozinho.
Já perto do Impala, Dean sentou-se no capôt do carro com Cláudia à sua frente.
- Que queres? – Cláudia cruzando os braços.
- Bah, tem calma… que feitiozinho!
- Desculpa Dean. Que queres? – Cláudia perguntando, um pouco mais “calma”.
- Nada, é só para ver se ele fica um bocadinho sozinho com ela. – Dean faz um sorriso matreiro. – Mas o que é que se passa contigo?
- Não sei!
- Não sabes?
- Quer dizer… - Cláudia sentou-se ao seu lado. – Desde que começámos este caso eu fique digamos… maravilhada. Sim eu sei, granda parva, esta vida de maravilha não tem nada. Mas sabes… passar dias inteiros em casa, a trabalhar… não é muito melhor. Eu perdi um amigo, a amizade da minha amiga… e o Zach ‘tá magoado comigo. E com muita razão.
- Pois… fala com ele, pede-lhe desculpa.
- Achas que ele aceita?
- Acho que sim! – Dean sorri e Cláudia retribui-lhe o sorriso. – Posso fazer-te uma pergunta?
- Claro.
- Como é que tu consegues confiar tanto em nós?
- Não sei… talvez como o teu irmão confiou em mim quando me contou o vosso segredo.
- Boa resposta! – Dean sorriu. – Achas que já tiveram tempo suficiente para ‘tarem sozinhos? – Dean referindo-se a Sam e Kelly.
- Talvez!
- Então vamos andando?
- Sim! – Cláudia deu um pequeno salto e foi em direcção à porta, com Dean atrás.
Quando chegaram à entrada, repararam que a porta estava entreaberta.
- Entra! Se calhar deixaram aberta de propósito.
- Ok. – Cláudia abrindo a porta toda.
Entraram e Dean que vinha atrás fechou a porta. Foram direitos à sala e quando chegaram à porta, Kelly estava a falar com Sam. Cláudia parou.
- Então? – Dean querendo passar.
- Shiuuuuu! – Cláudia pôs o dedo à frente da boca para o mandar calar e depois colocou-lhe a mão no peito para o parar.
Dean ficou calado. Estavam os dois a ouvir a conversa de Sam e de Kelly.
- Sabes… eu já não olho para ti da mesma maneira que olhava quando andávamos juntos na escola.
- Ai não?
- Não!
- Então olhas de que forma? – Sam fazendo que não entendia.
- Não te faças de tonto Sam, eu sei que já percebeste. Não sou parva.
- Que ideia! – Cláudia falando baixinho só para Dean ouvir. Este conteve-se para não rir.
Entretanto Kelly tinha-se levantado do sofá onde estava e tinha-se ido sentar no braço do sofá em que Sam estava sentado.
- Eu gosto de ti! Não sei como, mas gosto. – Kelly sentava-se agora ao seu colo.
- A miúda é mesmo loira… como é que se gosta de alguém? – Dean.
- Tonto! – Cláudia riu baixinho.
Sam estava estático. Não se mexia nem falava.
- Diz algo, Sam.
- Eu… não sei que dizer…
Kelly olhou Sam nos olhos e preparava-se para o beijar, quando por detrás de Dean e de Cláudia apareceu Dona Olga.
- Meninos, ‘tão cum medo d’entrar? Num tenham! – Dona Olga empurrando-os para dentro da sala.
- Dean?! Cláudia?! – Sam surpreendido.
- Avó?! – Kelly envergonhada.
- Que foi filha?
- Huh… podes deixar-nos sozinhos?
- Ah… ‘tá bem… ‘tão a abó bai ‘pó quarto!
Os quatro entreolharam-se e ficou tudo em silêncio. Sam quebrou-o.
- O que é que vocês ‘tavam ali a fazer? – Sam um pouco irritado.
- Huh… nós… - Cláudia.
- A culpa foi minha, dude.
- Quê? – Cláudia.
- Huh… é que eu pensei que vocês já tinham tido tempo de falar e quando aqui chegámos… então eu decidi ficar ali…
- A ouvir a conversa, não é?
- Pá, desculpa. Não foi de propósito. E também não fomos nós que interrompemos, foi a avó dela. – Dean.
- Pois, isso é verdade Sam. – Kelly.
- Pois é, mas vocês ouviram a nossa conversa. Mas enfim... falamos depois. Rmm… Kelly, nós temos de ir.
- Ok, eu acompanho-vos à porta.
Kelly levou-os à porta e Dean e Cláudia despediram-se dela. Foram para o Impala.
- Obrigada! – Cláudia.
- Porquê?
- Por teres dito ao teu irmão que ficámos ali por tua causa.
- Ah, isso! Don’t worry. Eu já ‘tou habituado.
Sam tinha ficado para trás.
- Adeus. Vou ter saudades tuas! – Kelly abraçou-o.
- Eu também.
Quando se afastaram, Kelly deu um pequeno beijo nos lábios de Sam. Entrou em casa e fechou a porta. Sam foi para o carro.
- Então? Que foi aquilo? – Dean fazendo sinal para a porta e fazendo um sorriso matreiro.
- Ela beijou-me, não viste? – Cláudia franziu o nariz e revirou os olhos.
- Vi, vi, Sammy. Boa! – Dean dá uma palmadinha na perna do irmão.
- Não penses que te safas… que cena foi aquela?
- Sam, não chateies o teu irmão, a sério. – Cláudia.
- Porquê? Ele fez asneira.
- Não ‘tás chateado comigo?
- Porquê? Tu só ficaste lá por causa dele… não foi?
- Rmm… pois!
- Não te preocupes miúda, isto passa-lhe. É verdade, queres ir lá? – Dean olhou para ela através do espelho retrovisor.
- N-não sei. Achas que devo?
- Sim!
- Então ok, obrigada!
Sam ficou a olhar para Dean. Não sabia onde ia, mas ansiava uma pouco pois queria ver o que Dean aconselhara a Cláudia.
Sam bateu à porta e Cláudia abriu-a.
- Bom dia. Dormiste bem? – Sam.
- Bom dia. Nem por isso. Onde foste? – Cláudia vendo as chaves do Impala na sua mão.
- Fui ver se tinha ficado algo no porta-bagagem.
- Hum, ok! Sam…
- Sim!?
- Podes vir comigo a casa da Iruvienne?
- Mas ela não disse que nunca mais te queria ver?
- Eu sei! Mas não importa, eu tenho de ver como ela ‘tá. Ainda para mais não deve faltar muito para irmos embora, certo?
- Pois…
- Por isso é que eu quero ir lá! Vens comigo?
- Sim. Vá, vai lá despachar-te.
Cláudia foi tomar um banho rápido, agarrou numa peça de fruta e saíram os dois.
Quando chegaram a casa de Iruvienne, Cláudia hesitou em bater à porta, mas acabou por o fazer. Bateu umas quantas vezes e ninguém respondia. Tocou à campainha e nada.
- Experimenta abrir! – Sam.
Cláudia fez o que Sam disse e a porta abriu. Olhou para Sam e entrou. Este foi atrás.
- Iruvienne? – Sam e Cláudia gritavam por ela, mas não obtiveram resposta.
Subiram as escadas e abriram três portas ao longo do corredor. Nada de Iruvienne. Faltava uma porta ao fundo do corredor, do lado direito. Sam abriu a porta e os dois viram Iruvienne em cima da cama. Cláudia aproximou-se para vê-la, e viu um frasco de comprimidos e uma garrafa de bebida.
- Oh não… o que foste fazer?
- Tem calma, vê-lhe a pulsação. – Sam.
- Ela ‘tá viva. – Sorriu. – Vá lá, tu safas-te, vais ficar bem. – Cláudia passava-lhe a mão pelo cabelo.
- Eu vou chamar uma ambulância.
- Ok.
Sam chamou a ambulância e pouco tempo depois esta chegou.
- O que se passou? – Perguntava um dos três enfermeiros que tinha saído da ambulância.
- Eu ontem ‘tive cá e esqueci-me do meu telemóvel. Hoje quando aqui cheguei ela já estava assim. – Cláudia mentindo.
- Hum, tudo bem! Podem ir, ela fica entregue.
- Podemos ir embora… assim, sem mais nem menos?
- Sim! – Disse o enfermeiro.
- De certeza? – Sam admirado.
-Sim.
- Ok… mas só uma coisa, ela deixou a irmã com a tia e acho que a mãe ‘tá fora… pode avisá-la? – Cláudia.
- Não se preocupe.
- Ok.
A ambulância partiu em direcção ao Hospital.
- ‘Tás bem? – Sam.
- Não! – Cláudia começa a chorar.
- Desculpa, que pergunta tão parva.
- Não faz mal!
Cláudia agarrou-se a Sam, num abraço de consolo.
- Vamos embora? – Sam.
- Sim. – Disse limpando as lágrimas.
Sam deu-lhe um beijo na testa e os dois foram para a pensão.
Quando lá chegaram, Dean estava de pé e andava de um lado para o outro.
- Onde é que vocês se meteram? – Dean parou, olhou para os dois e fez um ar aliviado.
- Tem calma, dude, ‘tá tudo bem.
- ‘Tá tudo bem não, Sammy. Eu acordei e não te vi… fui ao quarto dela e ela também não ‘tava lá… assustei-me.
- Ouve… já sou maior e vacinado. Mas não te preocupes, ‘tá tudo bem.
- E afinal onde é que foram? – Dean.
- Ver a Iruvienne. – Sam.
- E então, como é que ela ‘tava? – Dean olhou para Cláudia e viu no seu olhar que algo se passava. – Aconteceu alguma coisa?
- Nós… nós encontrámo-la desmaiada com um frasco de comprimidos e uma garrafa de bebida ao pé! – Sam apressou-se para Cláudia não ter de falar sobre o assunto.
- Desculpa… - Dean.
- Não faz mal. E então, quando é que vamos embora? – Cláudia fazendo a pergunta para os dois irmãos.
- Não sei… mas antes de irmos tenho de me despedir da Kelly.
- Hum… ok. – Cláudia.
- Então e tu, Cláudia, não tens de pedir desculpa a alguém? Ou pelo menos dizer adeus?
- Do que é que ‘tás a falar, Dean?
- Não sei, tu é que sabes!
- Dean?! – Cláudia esperava uma resposta.
- Se tu não sabes, como queres que eu saiba?
- Dude, pára lá com isso. Vamos arrumar as coisas? Depois passamos por causa da avó da Kelly e vamos embora.
- É mesmo preciso despedires-te dela? – Dean.
- Ela pediu-me…
- Pois, pois!
Os três foram arrumar as suas coisas e quando terminaram Dean foi à recepção pagar a conta, e Cláudia foi com ele para pagar a sua parte.
Dirigiram-se até ao Impala, colocaram as malas no porta-bagagem e foram até casa de Dona Olga.
Quando lá chegaram…
- Ninguém abre. – Disse Sam ao fim de umas quantas tentativas.
- Pois… olha, fica aí a tentar que eu vou ali falar com a Cláudia.
- Quê? – Cláudia.
- Sim, é isso que ouviste.
Cláudia ficou a olhar para Dean e este puxou-a, deixando Sam sozinho.
Já perto do Impala, Dean sentou-se no capôt do carro com Cláudia à sua frente.
- Que queres? – Cláudia cruzando os braços.
- Bah, tem calma… que feitiozinho!
- Desculpa Dean. Que queres? – Cláudia perguntando, um pouco mais “calma”.
- Nada, é só para ver se ele fica um bocadinho sozinho com ela. – Dean faz um sorriso matreiro. – Mas o que é que se passa contigo?
- Não sei!
- Não sabes?
- Quer dizer… - Cláudia sentou-se ao seu lado. – Desde que começámos este caso eu fique digamos… maravilhada. Sim eu sei, granda parva, esta vida de maravilha não tem nada. Mas sabes… passar dias inteiros em casa, a trabalhar… não é muito melhor. Eu perdi um amigo, a amizade da minha amiga… e o Zach ‘tá magoado comigo. E com muita razão.
- Pois… fala com ele, pede-lhe desculpa.
- Achas que ele aceita?
- Acho que sim! – Dean sorri e Cláudia retribui-lhe o sorriso. – Posso fazer-te uma pergunta?
- Claro.
- Como é que tu consegues confiar tanto em nós?
- Não sei… talvez como o teu irmão confiou em mim quando me contou o vosso segredo.
- Boa resposta! – Dean sorriu. – Achas que já tiveram tempo suficiente para ‘tarem sozinhos? – Dean referindo-se a Sam e Kelly.
- Talvez!
- Então vamos andando?
- Sim! – Cláudia deu um pequeno salto e foi em direcção à porta, com Dean atrás.
Quando chegaram à entrada, repararam que a porta estava entreaberta.
- Entra! Se calhar deixaram aberta de propósito.
- Ok. – Cláudia abrindo a porta toda.
Entraram e Dean que vinha atrás fechou a porta. Foram direitos à sala e quando chegaram à porta, Kelly estava a falar com Sam. Cláudia parou.
- Então? – Dean querendo passar.
- Shiuuuuu! – Cláudia pôs o dedo à frente da boca para o mandar calar e depois colocou-lhe a mão no peito para o parar.
Dean ficou calado. Estavam os dois a ouvir a conversa de Sam e de Kelly.
- Sabes… eu já não olho para ti da mesma maneira que olhava quando andávamos juntos na escola.
- Ai não?
- Não!
- Então olhas de que forma? – Sam fazendo que não entendia.
- Não te faças de tonto Sam, eu sei que já percebeste. Não sou parva.
- Que ideia! – Cláudia falando baixinho só para Dean ouvir. Este conteve-se para não rir.
Entretanto Kelly tinha-se levantado do sofá onde estava e tinha-se ido sentar no braço do sofá em que Sam estava sentado.
- Eu gosto de ti! Não sei como, mas gosto. – Kelly sentava-se agora ao seu colo.
- A miúda é mesmo loira… como é que se gosta de alguém? – Dean.
- Tonto! – Cláudia riu baixinho.
Sam estava estático. Não se mexia nem falava.
- Diz algo, Sam.
- Eu… não sei que dizer…
Kelly olhou Sam nos olhos e preparava-se para o beijar, quando por detrás de Dean e de Cláudia apareceu Dona Olga.
- Meninos, ‘tão cum medo d’entrar? Num tenham! – Dona Olga empurrando-os para dentro da sala.
- Dean?! Cláudia?! – Sam surpreendido.
- Avó?! – Kelly envergonhada.
- Que foi filha?
- Huh… podes deixar-nos sozinhos?
- Ah… ‘tá bem… ‘tão a abó bai ‘pó quarto!
Os quatro entreolharam-se e ficou tudo em silêncio. Sam quebrou-o.
- O que é que vocês ‘tavam ali a fazer? – Sam um pouco irritado.
- Huh… nós… - Cláudia.
- A culpa foi minha, dude.
- Quê? – Cláudia.
- Huh… é que eu pensei que vocês já tinham tido tempo de falar e quando aqui chegámos… então eu decidi ficar ali…
- A ouvir a conversa, não é?
- Pá, desculpa. Não foi de propósito. E também não fomos nós que interrompemos, foi a avó dela. – Dean.
- Pois, isso é verdade Sam. – Kelly.
- Pois é, mas vocês ouviram a nossa conversa. Mas enfim... falamos depois. Rmm… Kelly, nós temos de ir.
- Ok, eu acompanho-vos à porta.
Kelly levou-os à porta e Dean e Cláudia despediram-se dela. Foram para o Impala.
- Obrigada! – Cláudia.
- Porquê?
- Por teres dito ao teu irmão que ficámos ali por tua causa.
- Ah, isso! Don’t worry. Eu já ‘tou habituado.
Sam tinha ficado para trás.
- Adeus. Vou ter saudades tuas! – Kelly abraçou-o.
- Eu também.
Quando se afastaram, Kelly deu um pequeno beijo nos lábios de Sam. Entrou em casa e fechou a porta. Sam foi para o carro.
- Então? Que foi aquilo? – Dean fazendo sinal para a porta e fazendo um sorriso matreiro.
- Ela beijou-me, não viste? – Cláudia franziu o nariz e revirou os olhos.
- Vi, vi, Sammy. Boa! – Dean dá uma palmadinha na perna do irmão.
- Não penses que te safas… que cena foi aquela?
- Sam, não chateies o teu irmão, a sério. – Cláudia.
- Porquê? Ele fez asneira.
- Não ‘tás chateado comigo?
- Porquê? Tu só ficaste lá por causa dele… não foi?
- Rmm… pois!
- Não te preocupes miúda, isto passa-lhe. É verdade, queres ir lá? – Dean olhou para ela através do espelho retrovisor.
- N-não sei. Achas que devo?
- Sim!
- Então ok, obrigada!
Sam ficou a olhar para Dean. Não sabia onde ia, mas ansiava uma pouco pois queria ver o que Dean aconselhara a Cláudia.
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