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(OneShot) "The Beauty and The Bear" o Sex Jan 08, 2010 7:34 pm
The Beauty and the Bear
- Rose, calma – murmurou Emmett, colocando-me as mãos sobre os ombros. Enxotei-o bruscamente.
Neste momento, não conseguia ter calma. Cometi um erro. Provavelmente, o maior erro da minha vida. E, agora, o meu egocentrismo podia custar a vida do meu irmão.
- Rose, calma – repetiu – O Edward vai ficar bem. A Alice sabe o que faz.
Lutava, violentamente, contra o impulso de soluçar. Amava o meu irmão. Não podia perde-lo. Ainda por cima, por um erro meu. Nunca, nunca me iria perdoar.
Alice vira Bella saltar de um penhasco. Ela tinha morrido, pelo menos, tínhamos a certeza disso. Ela tinha-se suicidado, a fraca! Alice regressara a Forks para prestar apoio e ajudar Charlie com o funeral. Ninguém contara a Edward. Coincidência ou não, destino ou não, Edward ligara hoje. E eu contei-lhe. Alguém tinha de o fazer. “Porque?”, perguntam vocês. Maldade? Egoísmo? Inveja? Nem por isso. “Fizeste-o por maldade! Nunca gostaste dela!” acusam vocês. Isso não é, de todo, verdade. Tudo bem, eu podia não gostar da relação dele com a Bella, mas apenas porque temia por eles, até por ela. Nunca tive nada contra a Bella. Aliás, havia apenas dois sentimentos que eu nutria por ela: inveja e compaixão. Inveja porque ela é tudo o que eu queria ser: humana. Com uma vida pela frente, um coração a bater, a hipótese de ser mãe…
Solucei por um segundo, mas recompus-me de seguida. Emmett abraçou-me e eu agarrei-o com força.
E compaixão porque, apesar de não aceitar e de ser “má” com ela, por ela se estar a ‘condenar’, conseguia compreende-la. Conseguia compreender o porque de ela querer renunciar à sua existência humana. Com Emmett junto a mim, era impossível não perceber. Era amor. Ela amava o meu irmão. O amor que ela nutria por ele fazia-a querer passar o resto da eternidade junto a ele. Compaixão porque entendia a injustiça que ela sentia: não era justo o Edward poder viver para sempre e ela acabar por morrer. Envelhecer. Compaixão para com a vida dela. Eu temia por ela. Temia porque ela não fazia ideia do que é estar… condenado a esta existência. Compaixão porque era tudo mais fácil se fossemos todos humanos. Ainda assim, não conseguia aceitar. Mentia se negasse que não existem vezes que a chego a odiar. Odeio-a por ela desperdiçar o que tem de mais precioso: um coração a bater. Simplesmente não conseguia aceitar a sua decisão. Nem a de Edward, quando se permitiu ficar com ela. Foi fraco e egoísta. Condenou-a para a eternidade porque, mesmo depois de ter partido, ele jamais conseguia viver sem ela. E era mútuo. O que vai fazer com que, brevemente, se o meu irmão for salvo, a humana vire uma de nos. Um monstro sem alma. E depois de ter sido egoísta em se envolver com ela, foi ainda mais egoísta ao deixa-la, praticamente, condenando-a à morte. E agora… Era ele que podia morrer, ou lá o que nos acontece, por minha causa. Para todos nós, a Bella tinha morrido ao saltar daquele penhasco. Ela estava morta e ele tinha o direito de saber, e aprender a viver com isso. Fui justa, pelo menos, achava que sim. Jamais imaginei que ele fizesse o que estava prestes a fazer.
- Eu… não queria. Eu… não sabia – gaguejei – Não fiz por mal, Emmett.
- Eu sei – assegurou – Não tinhas como saber que a Alice se precipitara. No entanto, devias ter esperado…
- Ele tinha o direito de saber – refutei – E iria descobrir, mais cedo ou mais tarde.
- Eu sei…
Emmett parecia absorto. Estava preocupado com o irmão, claro. Fingia estar calmo para me acalmar a mim, mas eu conhecia-o. Amava o irmão e não suportaria perde-lo. Éramos dois.
- Não quero perder o meu irmão – confessei.
Emmett pegou em mim, sentando-me na cama e colocou-se ao meu lado. Não havia necessidade para tal, estar em pé ou sentado era a mesma coisa para nós, mas o Emmett nunca largara esses hábitos humanos – deitar, sentar, ver televisão, etc,… -, acho que tal o fazia sentir mais… real. Humano.
- Rose… Não vamos perder o Edward.
- Como podes saber?
- Apenas sei… Confia em mim – fez uma pausa e beijou-me a mão – Como eu confiei em ti.
Como ele confiou em mim… Como ele confiou em mim quando o levei a Carlisle, após o salvar da morte certa. Apesar de ter condenado um ser foi a melhor coisa que fiz durante toda a minha existência. Recordo o dia como se fosse hoje.
“Por toda a sala, apenas se ouvia um coração, já fraco, a bater.
“Como de chamas?” – perguntei ao humano quase inconsciente, que acabar de salvar.
“Emmett.” – respondeu Edward, lendo-lhe a mente – “Está fraco demais para falar.”
Acariciei a face do desconhecido, estranhamente familiar que tinha diante de mim. Emmett. O seu coração ficava cada vez mais fraco.
“Carlisle!” apressei.
O meu pai ajoelhou-se junto de Emmett.
“Emmett, o meu nome é Carlisle.”
“Ele disse ‘Olá’." – Edward riu-se – “E diz para se despacharem com o que quer que seja que lhe estamos a fazer porque está-se a ‘apagar’.” – fez uma pausa – “Sim, leio mentes”.
Edward parecia divertido. Adivinhei que se dariam bem.
“Vais ter dores insuportáveis durante três dias.” – avisou Carlisle.
“Mas depois vais ficar bom” – segredei-lhe.
“Ele gosta da tua voz, Rose” – murmurou o meu irmão, lançando-me um sorriso cúmplice – “E diz para te despachares. E despacha-te, Carlisle, se não perdemo-lo.”
Como se tivesse sido uma ordem de alfa, Carlisle debruçou-se sobre ele.
Dentro de breves dias começaria o verdadeiro inicio da minha eterna existência.”
Se o fiz por egoísmo? Talvez. Fiquei em agonia durante os três dias mais longos de sempre. Era como se me arrancassem uma parte de mim de cada vez que ele gemia ou gritava de dores. Sentia-me culpada e arrependida por ter condenado mais um ser. Apesar de Edward garantir que ele me estava agradecido e feliz, não conseguia sossegar. O meu coração só descansou quando ele despertou. Sorriu-me e dirigiu-me a sua primeira palavra, como imortal: “Obrigada”. Se fosse humana tenho a certeza que o meu coração teria disparado. Emmett ficou todo empolgado com a sua nova vida. Estava vivo e era isso que lhe interessava. Todos nós ficamos surpresos com a sua reacção. Menos Edward, obviamente, que durante três dias viveu no interior da cabeça dele e nos ajudou a estabelecer diálogos connosco, e explicando-lhe tudo o que se estava a passar. O Carlisle, tão chocado como eu, perguntou-lhe porque reagia tão bem. Afinal, era um vampiro. Um monstro. Afinal, nós tínhamo-lo condenado. A sua resposta fez-me o coração palpitar novamente – não literalmente, claro:
“Eu só conseguia pensar: ‘Se a Rosalie, o meu Anjo, e o Carlisle são vampiros… Quão mau poderá ser?’ . E não é mesmo nada mau!”.
E foi aí que soube que o amava. Amara-o desde o momento em que o vi, foi por isso que o salvara. Porque, mesmo apesar de ele se parecer com o filho da minha amiga Vera, amei-o logo naquele instante.
- Eu confio em ti – garanti – Devo-te isso.
- Não me deves nada – corrigiu – Já eu, devo-te tudo.
Esforcei-me por sorrir. Sentia-me inquieta. Não conseguia parar de pensar no meu irmão… e na Bella. A eles devia-lhes, no mínimo, um pedido de desculpas. Apercebendo-se do meu estado, como se me lesse a mente, Emmett beijou-me um cantinho da boca.
- Relaxa, Rose… Eu também estou nervoso, mas não nos vale de nada.
Assenti, abatida.
- Jazz! – exclamou.
Preparava-me para reclamar quando senti uma calma absoluta – proveniente de Jasper que usava o seu poder do andar de cima. Calma era uma coisa que eu raramente conseguia alcançar sozinha. Agradeci interiormente a Jazz.
- Amor, queres ter um momento humano comigo – perguntou-me docemente.
Ergui um sobrolho na sua direcção:
- É impossível termos algum momento humano -resmunguei – Não somos, se quer, humanos.
- Não sejas desmancha-prazeres – repreendeu – Podemos sim. Posso-te mostrar?
Ponderei.
- Confia em mim – pediu.
Cedi, sorrindo e questionando-me o que seria da minha existência sem este ser comigo. Era ele que me dava força, alento. Era ele que me fazia feliz, numa vida onde estou prisioneira.
Emmett deitou-me na cama, deitando-se ao meu lado e aninhando-me contra ele.
- Agora, fecha os olhos – ordenou, acariciando o meu cabelo – Eu já fechei os meus.
Olhei-o de esguelha e vi que dizia a verdade. Fechei, imediatamente, os meus.
- Sim?
- Agora pensa num sítio bonito. Onde queiras estar.
Obedeci-lhe. Imaginei uma praia, numa ilha deserta. Fresca, limpa e bonita.
- Sim?
- Agora imagina algo que te acalme. Algo nesse sítio. Pensa em mim. Eu estou a fazer o mesmo.
Sorri interiormente e assim o fiz. Agora, naquela praia, estávamos eu e o homem da minha vida. A viver um sonho, no nosso paraíso pessoal.
- Vês, Rose? Estás a sonhar – sussurrou – A sonhar acordada, como um humano. É o nosso momento humano.
Senti que os meus olhos, apesar de fechados, começaram a arder. Saberia que estariam inundados de lágrimas, caso isso fosse possível.
- Obrigada – sussurrei-lhe de volta, abrindo os olhos para o olhar. Ele continuava de os fechados. A ter o seu momento humano. Passei um dedo por todos os tracejos da sua face. Ele sorria, pelo que as suas covinhas estavam salientes. Segundos depois, abriu os olhos e olhou-me ternamente:
- Feliz?
Assenti.
- Sonhaste comigo?
- Claro. Mas não preciso de sonhar contigo para me sentir feliz. Já és um sonho para mim, Emmett.
- Não sou um sonho – discordou – E ainda bem. Se fosse não estaria aqui contigo.
- Tu percebeste – refilei.
Ele sorriu.
- Percebi. Também és o meu sonho. Tudo o que eu sempre quis. Estou feliz e devo-to a ti. Não só porque me fazes feliz, como também porque me trouxeste para ti.
- Salvar-te foi a melhor coisa que fiz na vida – suspirei. A minha voz soava triste.
- Que se passa? Estás arrependida?
Sabia que ele estava a brincar, mas ainda assim teve direito a um murro.
- Claro que não – retorqui – É só que… Todos os dias me pergunto… Se caso eu nunca tivesse sido transformada, nem tu. E fossemos os dois vivos… Pergunto-me se, caso nos cruzássemos… se me quererias. Se me amarias.
Longo silêncio. Emmett estudava o meu olhar e eu tentava decifrar o dele.
- Amar-te-ia, Rosalie Hale. Aqui ou na China. Agora ou em 1930. Humana ou não. Sei que, um dia, nos acabariamos por encontrar. E saberia, quando te visse… que eras a mulher da minha vida – fez uma pausa, beijando-me o nariz – E sabes porque?
- Porque?
- Porque és o meu destino.
Senti que um sorriso se rasgou no meu rosto. Fechei os olhos e respirei fundo. E compreendi a atitude do meu irmão. Também preferia morrer a viver sem o Emmett. Ele era a minha vida e o meu destino. E nunca ninguém me iria tirar isso: a sensação de amar e ser amada. A minha felicidade.
Debrucei-me sobre ele e beijei-lhe levemente os lábios.
- Amo-te – declarei.
Os seus olhos brilharam, à medida que o seu sorriso se alargava.
- Amo-te mais.
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Sim Io, inspirei-me no nosso rpg *_*
- Rose, calma – murmurou Emmett, colocando-me as mãos sobre os ombros. Enxotei-o bruscamente.
Neste momento, não conseguia ter calma. Cometi um erro. Provavelmente, o maior erro da minha vida. E, agora, o meu egocentrismo podia custar a vida do meu irmão.
- Rose, calma – repetiu – O Edward vai ficar bem. A Alice sabe o que faz.
Lutava, violentamente, contra o impulso de soluçar. Amava o meu irmão. Não podia perde-lo. Ainda por cima, por um erro meu. Nunca, nunca me iria perdoar.
Alice vira Bella saltar de um penhasco. Ela tinha morrido, pelo menos, tínhamos a certeza disso. Ela tinha-se suicidado, a fraca! Alice regressara a Forks para prestar apoio e ajudar Charlie com o funeral. Ninguém contara a Edward. Coincidência ou não, destino ou não, Edward ligara hoje. E eu contei-lhe. Alguém tinha de o fazer. “Porque?”, perguntam vocês. Maldade? Egoísmo? Inveja? Nem por isso. “Fizeste-o por maldade! Nunca gostaste dela!” acusam vocês. Isso não é, de todo, verdade. Tudo bem, eu podia não gostar da relação dele com a Bella, mas apenas porque temia por eles, até por ela. Nunca tive nada contra a Bella. Aliás, havia apenas dois sentimentos que eu nutria por ela: inveja e compaixão. Inveja porque ela é tudo o que eu queria ser: humana. Com uma vida pela frente, um coração a bater, a hipótese de ser mãe…
Solucei por um segundo, mas recompus-me de seguida. Emmett abraçou-me e eu agarrei-o com força.
E compaixão porque, apesar de não aceitar e de ser “má” com ela, por ela se estar a ‘condenar’, conseguia compreende-la. Conseguia compreender o porque de ela querer renunciar à sua existência humana. Com Emmett junto a mim, era impossível não perceber. Era amor. Ela amava o meu irmão. O amor que ela nutria por ele fazia-a querer passar o resto da eternidade junto a ele. Compaixão porque entendia a injustiça que ela sentia: não era justo o Edward poder viver para sempre e ela acabar por morrer. Envelhecer. Compaixão para com a vida dela. Eu temia por ela. Temia porque ela não fazia ideia do que é estar… condenado a esta existência. Compaixão porque era tudo mais fácil se fossemos todos humanos. Ainda assim, não conseguia aceitar. Mentia se negasse que não existem vezes que a chego a odiar. Odeio-a por ela desperdiçar o que tem de mais precioso: um coração a bater. Simplesmente não conseguia aceitar a sua decisão. Nem a de Edward, quando se permitiu ficar com ela. Foi fraco e egoísta. Condenou-a para a eternidade porque, mesmo depois de ter partido, ele jamais conseguia viver sem ela. E era mútuo. O que vai fazer com que, brevemente, se o meu irmão for salvo, a humana vire uma de nos. Um monstro sem alma. E depois de ter sido egoísta em se envolver com ela, foi ainda mais egoísta ao deixa-la, praticamente, condenando-a à morte. E agora… Era ele que podia morrer, ou lá o que nos acontece, por minha causa. Para todos nós, a Bella tinha morrido ao saltar daquele penhasco. Ela estava morta e ele tinha o direito de saber, e aprender a viver com isso. Fui justa, pelo menos, achava que sim. Jamais imaginei que ele fizesse o que estava prestes a fazer.
- Eu… não queria. Eu… não sabia – gaguejei – Não fiz por mal, Emmett.
- Eu sei – assegurou – Não tinhas como saber que a Alice se precipitara. No entanto, devias ter esperado…
- Ele tinha o direito de saber – refutei – E iria descobrir, mais cedo ou mais tarde.
- Eu sei…
Emmett parecia absorto. Estava preocupado com o irmão, claro. Fingia estar calmo para me acalmar a mim, mas eu conhecia-o. Amava o irmão e não suportaria perde-lo. Éramos dois.
- Não quero perder o meu irmão – confessei.
Emmett pegou em mim, sentando-me na cama e colocou-se ao meu lado. Não havia necessidade para tal, estar em pé ou sentado era a mesma coisa para nós, mas o Emmett nunca largara esses hábitos humanos – deitar, sentar, ver televisão, etc,… -, acho que tal o fazia sentir mais… real. Humano.
- Rose… Não vamos perder o Edward.
- Como podes saber?
- Apenas sei… Confia em mim – fez uma pausa e beijou-me a mão – Como eu confiei em ti.
Como ele confiou em mim… Como ele confiou em mim quando o levei a Carlisle, após o salvar da morte certa. Apesar de ter condenado um ser foi a melhor coisa que fiz durante toda a minha existência. Recordo o dia como se fosse hoje.
“Por toda a sala, apenas se ouvia um coração, já fraco, a bater.
“Como de chamas?” – perguntei ao humano quase inconsciente, que acabar de salvar.
“Emmett.” – respondeu Edward, lendo-lhe a mente – “Está fraco demais para falar.”
Acariciei a face do desconhecido, estranhamente familiar que tinha diante de mim. Emmett. O seu coração ficava cada vez mais fraco.
“Carlisle!” apressei.
O meu pai ajoelhou-se junto de Emmett.
“Emmett, o meu nome é Carlisle.”
“Ele disse ‘Olá’." – Edward riu-se – “E diz para se despacharem com o que quer que seja que lhe estamos a fazer porque está-se a ‘apagar’.” – fez uma pausa – “Sim, leio mentes”.
Edward parecia divertido. Adivinhei que se dariam bem.
“Vais ter dores insuportáveis durante três dias.” – avisou Carlisle.
“Mas depois vais ficar bom” – segredei-lhe.
“Ele gosta da tua voz, Rose” – murmurou o meu irmão, lançando-me um sorriso cúmplice – “E diz para te despachares. E despacha-te, Carlisle, se não perdemo-lo.”
Como se tivesse sido uma ordem de alfa, Carlisle debruçou-se sobre ele.
Dentro de breves dias começaria o verdadeiro inicio da minha eterna existência.”
Se o fiz por egoísmo? Talvez. Fiquei em agonia durante os três dias mais longos de sempre. Era como se me arrancassem uma parte de mim de cada vez que ele gemia ou gritava de dores. Sentia-me culpada e arrependida por ter condenado mais um ser. Apesar de Edward garantir que ele me estava agradecido e feliz, não conseguia sossegar. O meu coração só descansou quando ele despertou. Sorriu-me e dirigiu-me a sua primeira palavra, como imortal: “Obrigada”. Se fosse humana tenho a certeza que o meu coração teria disparado. Emmett ficou todo empolgado com a sua nova vida. Estava vivo e era isso que lhe interessava. Todos nós ficamos surpresos com a sua reacção. Menos Edward, obviamente, que durante três dias viveu no interior da cabeça dele e nos ajudou a estabelecer diálogos connosco, e explicando-lhe tudo o que se estava a passar. O Carlisle, tão chocado como eu, perguntou-lhe porque reagia tão bem. Afinal, era um vampiro. Um monstro. Afinal, nós tínhamo-lo condenado. A sua resposta fez-me o coração palpitar novamente – não literalmente, claro:
“Eu só conseguia pensar: ‘Se a Rosalie, o meu Anjo, e o Carlisle são vampiros… Quão mau poderá ser?’ . E não é mesmo nada mau!”.
E foi aí que soube que o amava. Amara-o desde o momento em que o vi, foi por isso que o salvara. Porque, mesmo apesar de ele se parecer com o filho da minha amiga Vera, amei-o logo naquele instante.
- Eu confio em ti – garanti – Devo-te isso.
- Não me deves nada – corrigiu – Já eu, devo-te tudo.
Esforcei-me por sorrir. Sentia-me inquieta. Não conseguia parar de pensar no meu irmão… e na Bella. A eles devia-lhes, no mínimo, um pedido de desculpas. Apercebendo-se do meu estado, como se me lesse a mente, Emmett beijou-me um cantinho da boca.
- Relaxa, Rose… Eu também estou nervoso, mas não nos vale de nada.
Assenti, abatida.
- Jazz! – exclamou.
Preparava-me para reclamar quando senti uma calma absoluta – proveniente de Jasper que usava o seu poder do andar de cima. Calma era uma coisa que eu raramente conseguia alcançar sozinha. Agradeci interiormente a Jazz.
- Amor, queres ter um momento humano comigo – perguntou-me docemente.
Ergui um sobrolho na sua direcção:
- É impossível termos algum momento humano -resmunguei – Não somos, se quer, humanos.
- Não sejas desmancha-prazeres – repreendeu – Podemos sim. Posso-te mostrar?
Ponderei.
- Confia em mim – pediu.
Cedi, sorrindo e questionando-me o que seria da minha existência sem este ser comigo. Era ele que me dava força, alento. Era ele que me fazia feliz, numa vida onde estou prisioneira.
Emmett deitou-me na cama, deitando-se ao meu lado e aninhando-me contra ele.
- Agora, fecha os olhos – ordenou, acariciando o meu cabelo – Eu já fechei os meus.
Olhei-o de esguelha e vi que dizia a verdade. Fechei, imediatamente, os meus.
- Sim?
- Agora pensa num sítio bonito. Onde queiras estar.
Obedeci-lhe. Imaginei uma praia, numa ilha deserta. Fresca, limpa e bonita.
- Sim?
- Agora imagina algo que te acalme. Algo nesse sítio. Pensa em mim. Eu estou a fazer o mesmo.
Sorri interiormente e assim o fiz. Agora, naquela praia, estávamos eu e o homem da minha vida. A viver um sonho, no nosso paraíso pessoal.
- Vês, Rose? Estás a sonhar – sussurrou – A sonhar acordada, como um humano. É o nosso momento humano.
Senti que os meus olhos, apesar de fechados, começaram a arder. Saberia que estariam inundados de lágrimas, caso isso fosse possível.
- Obrigada – sussurrei-lhe de volta, abrindo os olhos para o olhar. Ele continuava de os fechados. A ter o seu momento humano. Passei um dedo por todos os tracejos da sua face. Ele sorria, pelo que as suas covinhas estavam salientes. Segundos depois, abriu os olhos e olhou-me ternamente:
- Feliz?
Assenti.
- Sonhaste comigo?
- Claro. Mas não preciso de sonhar contigo para me sentir feliz. Já és um sonho para mim, Emmett.
- Não sou um sonho – discordou – E ainda bem. Se fosse não estaria aqui contigo.
- Tu percebeste – refilei.
Ele sorriu.
- Percebi. Também és o meu sonho. Tudo o que eu sempre quis. Estou feliz e devo-to a ti. Não só porque me fazes feliz, como também porque me trouxeste para ti.
- Salvar-te foi a melhor coisa que fiz na vida – suspirei. A minha voz soava triste.
- Que se passa? Estás arrependida?
Sabia que ele estava a brincar, mas ainda assim teve direito a um murro.
- Claro que não – retorqui – É só que… Todos os dias me pergunto… Se caso eu nunca tivesse sido transformada, nem tu. E fossemos os dois vivos… Pergunto-me se, caso nos cruzássemos… se me quererias. Se me amarias.
Longo silêncio. Emmett estudava o meu olhar e eu tentava decifrar o dele.
- Amar-te-ia, Rosalie Hale. Aqui ou na China. Agora ou em 1930. Humana ou não. Sei que, um dia, nos acabariamos por encontrar. E saberia, quando te visse… que eras a mulher da minha vida – fez uma pausa, beijando-me o nariz – E sabes porque?
- Porque?
- Porque és o meu destino.
Senti que um sorriso se rasgou no meu rosto. Fechei os olhos e respirei fundo. E compreendi a atitude do meu irmão. Também preferia morrer a viver sem o Emmett. Ele era a minha vida e o meu destino. E nunca ninguém me iria tirar isso: a sensação de amar e ser amada. A minha felicidade.
Debrucei-me sobre ele e beijei-lhe levemente os lábios.
- Amo-te – declarei.
Os seus olhos brilharam, à medida que o seu sorriso se alargava.
- Amo-te mais.
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Última edição por CCullen dia Sab Jan 09, 2010 2:28 am, editado 2 vezes

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